Constatado aumento de 2,8% no consumo de energia, em dezembro de 2017

Apesar dos aumentos consecutivos que viemos tendo na energia elétrica, o seu consumo, não obstante, aumentou, ao invés de ser reduzido. Ao menos é o que nós podemos concluir com base nos dados preliminares de medição que foram recentemente divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), mais precisamente no dia 21 de dezembro, uma quinta-feira. Segundo os mesmos, atingiu o patamar de 62.749 MW médios o consumo de energia no Sistema Elétrico Nacional. Isso, vale salientar, considerando-se o intervalo temporal que vai do dia 1º de dezembro de 2017 ao dia 18 do mesmo mês. E ao atingir o referido patamar, teve-se então constatado, na comparação com o período equivalente do ano anterior, 2016, um aumento que foi de 2,8%. Já quanto à geração de energia em todo o Brasil, fazendo-se o mesmo tipo de comparação, um avanço de 3,2% foi claramente observado, assim chegando-se aos 65.449 MW médios.

No entanto, a análise aqui tratada não parou por aí, pois foi detalhada ainda mais a questão do consumo de energia, tanto que se verificou uma diminuição de 0,6% no consumo, considerando-se os casos onde os consumidores são atendidos diretamente pelas distribuidoras, índice também conhecido como “Ambiente de Contratação Regulado”, ou apenas “ACR”. Sem contar ainda, sobre esse, que ele considera a migração de consumidores para o mercado livre, pois se não considerarmos essa migração, temos então outro resultado, de 2,6%, considerando-se assim o consumo no mercado das distribuidoras.

O caso do Ambiente de Contratação Livre (ACL), por sua vez, considera uma realidade diferente, tratando-se então daqueles casos em que as empresas compram energia diretamente dos fornecedores. Nesses casos (de ACL), foi constatado um aumento de 11,8% no consumo, já considerando-se, nesse número, o efeito das novas cargas vindas do ACR. Agora, se excluirmos o movimento, temos então um outro resultado, um mercado livre, dessa vez, registrando seus 3,5% de avanço.

Por fim, vale a pena citar aqueles que são os ramos da indústria cujo o consumo de energia teve claro aumento, segundo novamente a CCEE: metalurgia e produtos de metais, com +11,9%; veículos, com +7,9%; e então têxtil, com +5,4%. E no sentido oposto, os segmentos com as maiores baixas: bebidas, com -6%; químico, com -4,6%; e, por fim, minerais não metálicos, com -4,4%.

 

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