Os investimentos e as controvérsias em torno da Empiricus

Nos últimos meses, uma grande parcela dos brasileiros ouviu sobre a Empiricus, tanto por ser uma companhia que recomenda como proceder ao realizar investimentos, como também pelas controversas campanhas de marketing adotadas pela empresa, como foi a publicidade da jovem Bettina, que se tornou viral em todo o país. Em um bate-papo exibido pelo canal Econoweek com o fundador da companhia, Felipe Miranda, o entrevistador tentou compreender um pouco melhor sobre o funcionamento da estratégia da empresa e todas as polêmicas recentes na qual a mesma se envolveu.

Em primeiro lugar, foi abordado na entrevista a questão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que vem pressionando a Empiricus a cumprir os procedimentos e regras vigentes que regem as atividades do meio financeiro, incluindo as normas de publicidade. Contudo, segundo Miranda, a empresa possui uma liberdade maior de atuação mas opera na esfera do mercado editorial, e não no segmento de valores mobiliários.

Como justificativa para a publicidade viral do caso Bettina, que gerou controvérsias ao garantir a multiplicação do patrimônio até cifras milionárias, Felipe Miranda ressaltou que esse tipo de marketing é necessário para que a empresa consiga impactar o público e trazer mais visibilidade para o mundo dos investimentos. Porém, isso não impediu que a companhia recebesse muitas críticas por não destacar que existem inúmeros riscos ao investir no mercado de ações e pouquíssimas garantias.

Um desses críticos foi o fundador da concorrente Suno Research, Tiago Reis, que classificou a estratégia do marketing da Empiricus como “propaganda enganosa”. De acordo com Reis, veicular esse tipo de publicidade não é uma simples brincadeira pois pode resultar em diversos clientes se sentindo prejudicados. Ele também afirmou na época que uma ação como essa era desleal para o ambiente competitivo como um todo.

Em resposta as críticas, Felipe Miranda defendeu o marketing da empresa como fundamental para o andamento dos negócios pois, ao impactar um número elevado de pessoas, a empresa teria como expandir a sua gama de clientes e assim manter uma equipe experiente de analistas em investimentos analisando todos os movimentos do mercado. Desse modo, a companhia é capaz de oferecer seu serviço, que são insights sobre as melhores oportunidades de onde investir para que o patrimônio dos clientes seja multiplicado.

Apesar dessa justificativa, o executivo Tiago Reis não cessou nas em suas reclamações, chegando a dizer que os analistas que trabalham na Empiricus dificilmente conseguiriam emprego como analista em outra empresa, por estarem “queimados” nesse meio. Para ele, o descumprimento das normas de mercado e as constantes punição recebidas por entidades como o CVM seriam o estopim para que a reputação da empresa entre em crise.

Reis ainda ressaltou que basta comparar as avaliações de ambas as empresas, Suno Research e Empiricus, no Reclame Aqui para perceber que os problemas relatados pelos clientes das duas companhias são bastante diferentes. Mesmo com tantas críticas, Felipe Miranda se mantém com uma postura confiante, acreditando que o que a sua empresa tem feito é algo inovador e de forma alguma impróprio e contra as regras.

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