Executivo da Empiricus salienta a relação de China e Estados Unidos sob a ótica financeira

Os pregões das bolsas de valores internacionais nos dias 3 e 4 de setembro foram de alterações relevantes, explica Felipe Miranda, que fundou a empresa Empiricus. Com oscilações que se diferenciaram dos demais balanços do ano, acendeu-se uma luz quanto à recuperação de ações transacionadas no Brasil, ressalta o empresário. As oscilações mencionadas são relativas ao modo como China e Estados Unidos têm se entrosado no mercado financeiro. E isso tem decorrido de uma espécie de disputa comercial, em que a nação norte-americana tem imposto barreiras ao comércio feito com o país da Ásia.

Desde 2018 os Estados Unidos têm anunciado que iriam rever suas relações comerciais, sinalizando que a China seria a nação a quem se destinaria uma minuciosa análise. Vale pontuar que uma série de fatores têm feito com que o país asiático engrene uma expansão sem precedentes sob diversas vertentes. Além da alta capacidade de vendas, há também as questões de ordem tecnológica, que geram certo desconforto na nação norte-americana, uma vez que isto pode resultar em uma lucratividade gigantesca, da qual autoridades financeiras dos Estados Unidos acreditam possuir um percentual ainda não negociado.

O empreendedor da Empiricus destaca que a mudança do governo norte-americano anterior para o atual teria colaborado para que a parceria entre os dois países não fosse a mesma de antes. Com a divulgação de que os Estados Unidos agiriam de modo mais austero em relação à China, o mercado financeiro procurou reagir a tal expectativa, gerando abalos na comercialização de conjuntos de ações das duas nações. Além disso, a própria economia norte-americana não estava em sua melhor fase. Miranda pontua que a atividade industrial da potência ocidental, que já vinha descrevendo uma trajetória de recuos, fechou o semestre ainda menor do que se imaginava.

O índice que mensura a atividade industrial atingiu um patamar limítrofe, causando um comportamento menos arriscado nos investidores, salienta o gestor da Empiricus. Sob a especulação de que uma recessão estaria a caminho, quem adquiriu ações em 4 de setembro o fez com base no que poderia refletir de modo mais acertado, ou seja, houve grande busca por ativos que na ocasião se mostravam seguros em detrimento de outros.

O risco de que se inicie uma recessão rebaixou os valores dos treasuries de modo acentuado. Se de um lado houve esta baixa, de outro um produto antigo e conhecido dos investidores se valorizou. Foi o que ocorreu com o ouro, passando a ser vendida cada onça por US$ 1.55. Alguns analistas financeiros, no entanto, não veem os revezes em questão como algo que vá fatalmente culminar em algo recessivo, mas a expectativa de encolhimento econômico de algumas economias não tem sido refutada, enfatiza o líder da Empiricus.

Além do que se sucede entre as duas nações, os juros têm se apresentado em uma fase de ligeira baixa. Assim sendo, o co-CEO da Empiricus assinala que a sociedade, bem como a produção industrial podem gerar uma espécie de estrutura econômica que impede a alta expressiva de juros. Isso, de acordo com o que reporta Miranda, se relaciona, dentre outras coisas, com a demografia dos países, que gera formas novas de se lidar com o dinheiro.

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